31 minutos. É este o tempo que o Milan precisou para despachar o Brescia no estádio San Siro. Tudo muito rápido, como um caçador faminto por vitória e pela liderança. Letal. Começar a partida a todo vapor para depois administrar com tranquilidade. Esse foi o Milan.
Abre Boateng – depois de linda jogada de Ibrahimovic; faz Robinho – depois de falha da defesa adversária; completa Zlatan – da maneira que só ele sabe fazer no Milan. Um grande jogo do Milan, mesmo sem Seedorf, poupado. Era a prova que Allegri queria.
Mesmo sem o holandês, o time se comportou bem, ainda que o adversário não possa servir de parâmetro para uma avaliação mais profunda. Kevin Price Boateng passou no teste, com uma boa exibição. A linha de três zagueiros do Brescia não foi capaz de parar o ataque rossonero – novamente sem Ronaldinho.
Como trequartista, Boateng lutou por todas as bolas, armou jogadas e chegou bem ao ataque para concluir. Até Yepes ganhou uma vaga nesse jogo – de Nesta, no intervalo. E também deu certo. Um jogo-treino perfeito para fazer testes e conquistar três pontos. Mas nem por isso Ronaldinho ganhou a titularidade.
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Um post rápido com os vídeos dos gols de Roma e Milan, que venceram seus jogos na Liga dos Campeões nesta terça-feira. O time rossonero garantiu a classificação para as oitavas de final. Os giallorossi estão perto.
A Roma me fez sentir orgulho. Saiu perdendo por 2 a 0 para o Bayern de Munique e virou para 3 a 2. Pazza Roma. Borriello, que eu tanto critico aqui, merece agora meus aplausos. Na verdade, o time todo merece aplausos. Que grande recuperação. Incrível.
Fiquei curioso para saber o que rolou no vestiário, porque a Roma foi totalmente diferente no segundo tempo. Jogou com um coração do tamanho da capital. Já o Milan foi até a França e saiu com o triunfo por 2 a 0 sobre o Auxerre.
Boa, Milan, quinta vitória consecutiva. Depois do jogo irritante do primeiro tempo, com um meio de campo lento e sem criatividade, Ibrahimovic não perdoou uma falha da defesa e deixou tudo mais tranquilo para o time.
E sobrou tempo até para Ronaldinho marcar um belo gol, num chute colocado. É esse Ronaldinho que Allegri quer. Fazia tempo que ele não marcava um gol. Milan nas oitavas. Roma perto. Inter, tocca a te.
Se Issao Imamura visse o que Ibrahimovic fez neste sábado no San Siro, ele certamente pediria a revelação do truque para marcar um gol desses. Que número do sueco. Uma meia bicicleta para garantir mais três pontos para o Milan e a liderança isolada do Campeonato Italiano.
Neste momento, não há nenhum outro jogador que seja mais importante para um time como Ibra é para o Milan. É o diferencial. A cara da equipe. O cara da equipe. O salvador da pátria. Robinho dá velocidade ao ataque, mas não tem o perfil de Ibra: “matador”.
Massimiliano Allegri optou, mais uma vez, por deixar Ronaldinho no banco de reservas – uma punição pelo jantar prolongado? Dinho é cada vez menos importante para o Milan. O treinador rossonero não tinha Antonini e Pirlo. Este último, um desfalque importantíssimo.
A Fiorentina podia sonhar com Gilardino no ataque, e Ljajic, Marchionni e Cerci mais atrás. A defesa do Milan, ao contrário do que aconteceu contra a Inter de Milão, deu brecha, mas o inseguro Abbiati dessa vez respondeu com segurança ao bombardeio da Viola.
Mas o gol de Ibra acabou com o ímpeto do time de Firenze. Pra você vê que o sueco muda uma partida da água para o vinho em questão de minutos – ou de uma meia bicicleta. Já pensou se o Milan não tivesse Zlatan?
Bastou um lançamento perfeito, um pênalti cometido por Materazzi e muito bem batido por Zlatan Ibrahimovic para o Milan fazer 1 a 0 logo no começo do jogo e garantir três pontos no Derby della Madonnina. O time rossonero abre seis pontos de vantagem para o arquirrival e volta a liderar o Campeonato Italiano depois da vitória da Lazio sobre o Napoli.
A Inter armou um verdadeiro esquadrão de ataque para tentar o empate: Coutinho, Stankovic, Biabiany, Sneijder, Pandev e Eto’o. Não, nenhum deles foi capaz de passar pelo muro defensivo rossonero, dessa vez muito bem organizado. Ao Milan bastou uma jogada bem tramada. Sorte de quem tem Ibrahimovic para decidir – faltou um desse para a Inter.
O jogo
Um derby diferente dos últimos. Hoje, o Milan chegava com mais confiança e, para muitos, era favorito para vencer, porque a fase da Inter não é o espelho das últimas temporadas. Em campo, esquemas táticos bem parecidos.
Na Inter, Sneijder nas costas de Eto’o e Milito. No Milan, Seedorf no suporte a Robinho e Ibrahimovic. Massimiliano Allegri, espertamente, sabia que este não era um jogo para dar a cara a bater. Portanto, armou um time equilibrado, na esperança da velocidade de Ibra e Robinho – e na inteligência de Seedorf.
Foi assim no gol logo aos 4 minutos: pênalti de Materazzi – que parecia um caminhão derrapando – no sueco e cobrança perfeita. Foram 30 minutos de absoluto controle dos rossoneri. A arma da Inter era Eto’o pelo lado esquerdo, contra o limitado Abate. Dali podia sair algo de positivo. Mas não. Não saiu quase nada.
Pelo meio? Muita confusão e pouca lucidez para Sneijder. Até porque a marcação milanista funcionou direitinho na primeira etapa: muita vontade, pressão e organização. Uma prova de que Allegri encontrou o modo certo de jogar. Vale mais ser compacto no meio do que encher o ataque de jogadores.
E o Milan teve boas chances para ampliar o placar – sempre na velocidade de Ibra. Ainda no primeiro tempo, Benitez mandou Coutinho a campo. Boa opção para equilibrar o ataque pelo lado direito. No intervalo, Pandev substituiu o contundido Milito. Eto’o voltou a jogar como centroavante.
Allegri teve que se desfazer de Gattuso, que já tinha cartão amarelo, e colocou Pirlo. Mais qualidade ao meio de campo. Mas pouco adiantou ser cauteloso ao tirar Rino, porque Abate foi expulso em um lance ingênuo. O treinador foi obrigado a mudar o Milan para o 4-4-1.
Benitez foi para o tudo ou nada: Biabiany no lugar de Materazzi. Com ele, a Inter tinha Sneijder, Eto’o, Coutinho Pandev e Stankovic para atacar o Milan, com uma defesa impecável hoje, até porque tinha a proteção do meio de campo, bem organizado com Pirlo, Flamini e Ambrosini.
Essa foi a grande diferença. A Inter, mesmo com um batalhão pronto para atacar, não conseguiu invadir o território rubro-negro. O time de Benitez tentou, tentou, teve todo o segundo tempo para derrubar o muro milanista – com um jogador a mais -, mas não conseguiu por causa da inoperância do seu ataque. O coração rossonero venceu.
Se a Juventus for essa Juventus durante toda a temporada, certamente estará firme e forte na briga pelo scudetto. E se o Milan for esse Milan durante toda a temporada, vai suar e muito para conseguir uma vaga na Liga Europa. O time de Luigi Delneri foi ao San Siro e não se intimidou.
Talvez porque o Milan não tenha uma fantasia bem adaptada para o Halloween. Porque Pato, que deveria assustar a defesa bianconera, se escondeu. Só Ibrahimovic não basta. O sueco é tudo para o Milan – e ao mesmo tempo pouco. Grande vitória da Vecchia Signora. Congrats para Del Piero.
Quem disse que é só o futebol americano que tem o Monday Night? O futebol italiano também tem, rapá. Tudo bem que ainda falta um Hank Williams Jr. no vocal da apresentação, mas a ideia de ter um jogo na segunda é um teste para tentar promover o calcio também no dia mais chato da semana.
E na balada do San Paolo, deu Milan sobre o Napoli: 2 a 1. Os primeiros 25 minutos foram totalmente do time rossonero, tanto que conseguiu chegar ao gol aos 22, com Robinho – passe de Oddo, que substituiu Antonini. Sem Ronaldinho, Massimiliano Allegri escalou o ex-menino da Vila como um trequartista, com Boateng como titular.
Eu sei que é complicado ver Seedorf e Ronaldinho (hoje o brasileiro nem foi convocado) de fora, mas também é complicado jogar com uma equipe muito ofensiva, e Boateng, com Pirlo e Gattuso, é garantia de uma melhora considerável na marcação, mesmo que a defesa ainda seja muito insegura. Nesta é ótimo, mas também falha. E isso está se tornando algo comum.
Ele foi mole no lance em que Lavezzi fez uma jogada genial e fez um golaço de cobertura. Fantástico. Mas antes disso Ibrahimovic já tinha marcado o segundo para o Milan – passe de Oddo. O tento de Lavezzi foi como um sonrisal na água. O San Paolo estremeceu. O Milan tremeu.
Sorte do time rossonero que Pazienza foi expulso ainda no primeiro tempo, se não essa reação poderia ter acontecido no início da segunda etapa ou sabe-se lá quando. O Napoli batalhou até o fim, mas não conseguiu o empate. A equipe de Allegri conquistou três pontos para continuar na cola da Lazio. O melhor da partida? Os passes de Oddo.
Hey, Real Madrid, você já viu o que terá pela frente na terça-feira? Tudo bem que o Chievo não é lá um adversário para testar o poderio ofensivo do Milan, mas pelo menos vimos mais um show de Ibra, Pato e Ronaldinho – e até Robinho, quem diria? Melhor que isso: vimos que Massimiliano tirou mais uma carta da manga.
Qual? Um Ibra dos tempos da Inter de Milão. Com Ronaldinho como trequartista mais uma vez (já disse que, por mim, ele não sai mais de lá), e Pato com seu faro de gol, só faltava o sueco voltar aos tempos de nerazzurro em que também era um garçom. Não falta mais. Contra o Chievo, Ibra caiu ali pelo lado de Ronaldinho, na esquerda, e fez um cruzamento perfeito – coisa que Antonini não sabe fazer – para Pato marcar.
Depois, o sueco foi inteligentíssimo ao cobrar uma falta rápida e encontrar Pato no meio da defesa do Chievo. 2 a 0. Ah, faltava um passe de Ronaldinho também, que veio no segundo tempo. E gol de Robinho. O primeiro com a camisa do Milan – ele beijou o símbolo… nãããoooo, ele fez isso? Fez.
Grande partida do Milan, embora tenha tomado um sufoco do valente Chievo, que conseguiu diminuir a vantagem com um gol contra de Ibrahimovic (3 a 1 no final). E nem tudo é festa, porque Thiago Silva se machucou e é dúvida para enfrentar o Real Madrid. Calma, uma coisa de cada vez.
Nesse momento o mais importante é que Allegri está encontrando todas as cartas que estavam escondidas entre o quarteto Ronaldinho, Pato, Robinho e Ibrahimovic. Armas não faltam. O Milan é líder do Campeonato Italiano. Pelo menos momentaneamente.
E na Itália só se fala de Ibradependência. O que é isso? Uma forma de jogo em que só Zlatan Ibrahimovic pode decidir. É assim que está o Milan hoje. O atacante faz tudo: lava, passa e cozinha. E isso preocupa. Clarence Seedorf já alertou: “Temos que ficar atentos, ou vamos virar dependentes dele”.
Em sete jogos entre Campeonato Italiano e Liga dos Campeões, o Milan já marcou 10 gols. Ibra fez cinco – em seis jogos. Devemos ainda considerar que o sueco não participou da primeira partida da Série A, contra o Lecce, em que o Milan venceu por 4 a 0.
E se formos avaliar mais profundamente, todos os gols de Ibra foram decisivos. Na Champions League, dois tentos para garantir a vitória contra o Auxerre e um para confirmar o empate com o Ajax, na Holanda. Contra Lazio e Genoa, a mesma coisa. Ibra já ganhou oito pontos para o Milan entre UCL e Série A.
A chegada do sueco foi um grande alívio para Allegri, porque naquela posição ele tem um problema a menos. Mas o time ainda não assimilou o modo de jogo, até porque o treinador ainda procura o equilíbrio necessário. Seedorf lançou uma crítica: “Muitas bolas longas”.
Pirlo e o próprio Seedorf possuem qualidade para tal, mas isso não deve virar um tipo de jogo recorrente. Com Robinho e Ronaldinho, a variação de jogadas é sempre mais plausível, ainda que isto não seja visível no time rossonero. E é exatamente aí que Allegri deve trabalhar: variar as jogadas.
O sueco não pode ser sempre o ponto de referência. Trocar posição, como recuar Ibra em alguns momentos – e isso ele sabe fazer muito bem, como já fez na Inter –, pode ser uma excelente opção para puxar marcação e abrir espaço para Ronaldinho e Pato – ou Robinho.
O Milan deve procurar novos caminhos. Antes, Allegri deve escolher uma formação entre o 4-3-3 e o 4-3-1-2 – nesta última, Ronaldinho deve rodar. Com Pato provavelmente de volta a partir da próxima semana, Ibra deve ter um alívio e o Milan vai ganhar em velocidade, agilidade e técnica. Ufa, aí vem alguém para pelo menos passar a roupa.
Nos últimos quatro jogos do Milan, Ibrahimovic marcou quatro gols. Foi decisivo na vitória sobre o Auxerre, pela Liga dos Campeões, garantiu o empate contra a Lazio, fora de casa, e agora fez o tento do triunfo sobre o Genoa, neste sábado, por 1 a 0, pela quinta rodada do Campeonato Italiano.
Os três pontos levam o Milan para a provisória quarta colocação. Depois de um primeiro tempo fraco, o time rossonero melhorou no segundo, muito por causa da distração do Genoa, que continua com apenas uma vitória na Série A. O time de Gasperini vai mal.
O jogo
Depois de dois jogos com o Milan em ponto morto, Massimiliano recorreu a Robinho na ponta direita, com Boateng cada vez mais prestigiado no meio de campo. Mas pela terceira partida consecutiva, o time rossonero decepcionou no primeiro tempo. Aquela velha história:
Falta criatividade, velocidade, variações de jogadas, visão de jogo etc. Quando Ronaldinho recebe uma marcação forte pelo lado esquerdo, o Milan demora em achar uma solução para atacar. Dinho não acertou praticamente um drible na partida. Difícil jogar com quatro metros de espaço no canto do campo.
Robinho? Só podemos avaliá-lo pelo segundo tempo. O Genoa tinha Luca Toni e Palacio na frente. Mas dessa vez a defesa rossonera mostrou mais equilíbrio justamente com o apoio de Gattuso na marcação – grande partida de Rino.
Por incrível que pareça, o Genoa teve as duas melhores chances nos 45 minutos iniciais. Primeiro com Palacio, que cruzou e Abbiati espalmou na trave. Depois com Chico, de cabeça, em que Abbiati respondeu com uma superdefesa. Mas no segundo tempo finalmente uma estrela do Milan brilhou: Pirlo – em parceria com Ibra.
Grande lançamento de Andrea e toque sutil do sueco por cima do goleiro Eduardo. O Milan tem qualidade para lances como esse. Só precisa saber utilizar essas jogadas, coisa que não conseguimos ver habitualmente. O time de Allegri jogou mais solto na segunda etapa – como deve ser.
E melhorou ainda mais com a entrada de Seedorf no lugar de Ronaldinho e com Robinho jogando pelo lado direito. Só faltou sair mais gols. O Genoa, que contratou muito para a temporada, não colhe os frutos em campo e decepciona. No Milan, Gattuso deu mais equilíbrio ao meio de campo e Ibrahimovic foi mais uma vez decisivo.